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Capitã Marvel | Crítica

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Capitã Marvel | Crítica

‘Capitã Marvel’ é a oportunidade perdida da Marvel Studios em nos entregar um filme digno de uma personagem feminina da cultura pop. O longa conta a história de origem mais genérica e sem sal de um personagem desde ‘Thor’, nos entregando algo totalmente esquecível, vergonhoso e genérico.

O primeiro longa de uma super-heroína no Universo Cinematográfico da Marvel traz a história de Carol Danvers, uma piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que adquiriu seus poderes em uma explosão. Ambientado em 1990, o estúdio promete trazer uma história nunca vista antes na tela.

Depois do sucesso de crítica e bilheteria de Mulher Maravilha, a Marvel sentiu uma necessidade extrema em produzir seu 1° filme de uma personagem feminina, pois já havia produzido mais de 10 filmes, porém sem nenhum destaque ou apelo junto ao público feminino.

O filme é dirigido e escrito por Ryan Fleck & Anna Boden, conhecidos pelo elogiado Parceiros de Jogo (Mississippi Grind) e Half Nelson: Encurralados. Aqui é notória a falta de liberdade criativa, entregando uma direção nada característica com uma ação picotada, contra planos e cortes rápidos, sendo algo que tira totalmente a experiência em relação a ação.

Infelizmente o problema não é só na parte técnica, senti que foi um filme feito apenas pra marcar território feminino neste universo, pois os próprios temas sociais abordados aqui são totalmente vazios, fazendo o telespectador não sentir impacto algum, com um roteiro muito expositivo, cheios de momentos previsíveis, genéricos e com um humor totalmente forçado, chegando a ser vergonha alheia em vários momentos. O tema que é abordado aqui, além do empoderamento feminino, são sobre os refugiados; de início é algo bacana e promissor, mas se perde com piadas e momentos nada impactantes, me senti vendo uma série de TV com baixo orçamento dos anos 90. Isso se leva em conta também pelo pobre design de produção e figurino que o longa possui, onde basicamente todos os trajes e cenários são iguais, tornando-se algo nada inovador ou sequer bonito. O estúdio acabou de vir do sucesso Pantera Negra, onde ganhou o Oscar não só pelo Design, mas também pelo Figurino, coisas que aqui em Capitã Marvel é totalmente sem inspiração e cuidado. Ryan e Anna não conseguem fazer o telespectador sentir que estão naquele planeta, com aquelas raças, pois é algo muito mal trabalhado, não só pela parte que citei acima, mas também pela falta de contextualização daquelas criaturas Kree juntamente ao mundo que eles vivem.

Divulgação © Marvel Studios

Divulgação © Marvel Studios

O que mais me deixa frustrado aqui, é a oportunidade perdida, pois o longa conta com uma das raças mais importantes e diferentes da Marvel, os Skrulls, no filme é dada ênfase à importância e poderes deles, mas ao mesmo tempo são tratados só como mais uma raça alienígena. Os diretores até fazem algo diferente e totalmente promissor com eles, mas os momentos de humor forçado falam mais alto, gerando impacto algum nesta falha tentativa de fazer algo novo. Por outro lado, o líder Skrull, Talos, interpretado por Ben Mendelsohn, é bem desenvolvido, fazendo você entender a motivação do mesmo. O ator também entrega tudo que o personagem necessita, mas nem ele se salva, em volta das piadinhas e momentos vergonhosos.

Divulgação © Marvel Studios

Divulgação © Marvel Studios

Falando mais sobre o elenco, Samuel L. Jackson retorna como Nick Fury, nos mostra um lado diferente do personagem, sendo mais engraçado e divertido, algo que na minha visão se encaixou bem. Annette Bening e Jude Law também estão ótimos como os “mentores” de Carol Danvers, mas eu senti que poderia ter mais deles.

Para fechar, o provável destaque do filme, Brie Larson, foi muito criticada por sua falta de carisma no material de divulgação, mas a Marvel escolheu deixar o melhor da Atriz para o filme. Ela consegue passar tudo que a personagem necessita, com um enorme carisma, totalmente a vontade em seu papel e provando que está preparada para ser a principal personagem no futuro deste Universo. Não só a performance de Larson, mas como a personagem, é bem escrita e desenvolvida, você sai da sessão do cinema sabendo quem é Carol Danvers, seus anseios e como ela se tornou a super-heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico da Marvel.

Claramente eu entendo a importância deste filme, mas infelizmente isso não o torna bom, e sim mais um filme esquecível do estúdio, que talvez só será lembrado por causa de sua protagonista, e pela ligação com o maior e mais importante filme do mesmo; Vingadores: Ultimato (Avengers: EndGame), que estreia em 25 de abril.

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Cinéfilo e fã do Homem-Aranha.

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