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X-Men: Fênix Negra | Crítica

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X-Men: Fênix Negra | Crítica

‘Fênix Negra’ encerra o arco de 19 anos sem coragem e com uma egocêntrica estilização gráfica.

O oitavo longa da equipe, desta vez dirigido e escrito por Simon Kinberg (produtor executivo de todos os filmes desta “saga”) promete a dramaticidade vivenciada por Jean Grey, muito bem interpretada por Sophie Turner (Game of Thrones), onde é atingida por uma força cósmica extremamente poderosa que aumenta os seus anseios pela dor, morte, desejo e principalmente os seus poderes. Em seu primeiro trabalho como diretor, Kinberg aplica um estilo graficamente egocêntrico, no sentido de não admitir a tal dramaticidade que aparenta e promete ter.

O 1° ato começa perfeitamente bem, extraindo toda a química da equipe de uma forma bem explorativa, algo que funcionou no filme anterior (Apocalipse). Desta forma,  juntamente a isso é estabelecido o possível drama que citei acima. Vemos o conflito de Jean com si mesma em relação a seus poderes e isso funciona até o fim deste ato, mas logo depois se torna algo muito superficial e mal explorado. O diretor tentou ao máximo não cometer o mesmo erro de ‘X-Men: O Confronto Final’ e isso fica notório o tempo inteiro, mas acredito eu que se o diretor realmente quisesse fugir da desonra que foi esta obra, Fenix Negra nem teria saído do papel. É no 2° e 3° ato que começa a problematização do desenvolvimento dessa dramaticidade e dos personagens, com a inclusão de uma possível vilã a trama sem ao menos apresentar quem a própria seja e suas motivações, gerando um real desperdício em relação a excelente atriz Jessica Chastain. O problema já começa pelo fato de existir uma possível vilã, visto toda a campanha de marketing do filme e o que a própria Força Fênix denomina ser. Dito isso, se conclui que a vilã dessa história deveria ser a própria Jean, gerando algo diferente e de uma maneira mais abrangente, único para esta franquia.

Além de tudo isso, temos um roteiro com inúmeras facilitações narrativas super mal aplicadas, por preguiça mesmo, gerando diálogos superficiais, ocorrendo só para aquele personagem estar ali e fazer determinado ato. O filme não chega nem a ter duas horas de duração, então eu realmente não entendo o porquê deste desenvolvimento tão apressado e pouco explorado.  Já dissemos que atuação de Sophie Turner como Jean é ótima, extraindo todo esse drama que o personagem aparentemente vivencia, tornando-se um ponto alto do filme. O restante do elenco está ótimo, como de costume. Neste filme, finalmente (no último) vemos um aprofundamento e importância maior para Scott Summers, o personagem toma decisões de um líder, onde o próprio é perfeitamente interpretado por Tye Sheridan.

As cenas de ação são bem dirigidas, o diretor utiliza bem a unidade de espaço para criar essas sequências, gerando a empolgação necessária em seu público. Juntamente a essas cenas de ação, vem a trilha sonora enigmática e dramática composta por Hans Zimmer, que certamente é a melhor coisa do filme, se tornando uma trilha única, e muito melhor do que a composição feita por Alan Silvestri em Vingadores: Ultimato. A cinematografia feita por Mauro Fiore é muito linda mesmo, se compondo perfeitamente na atmosfera que Kinberg deseja passar.

A questão crucial abordada aqui é: este é último longa da franquia e não parece. Em uma recente entrevista com o elenco do filme, foi perguntado a Simon Kinberg se ele vê este capitulo como um novo para a Franquia ou como o final, o diretor respondeu; “Eu vejo como um novo capítulo. Levamos a franquia para um novo tom e direção, mas isso não significa que o próximo filme terá o mesmo tom.” Dito isso, fica claro que o planejamento para esta obra não foi ser o final dela, por isso, talvez, não tenha um final digno e como esperávamos, desta forma se tornando algo tampouco corajoso e esquecível.

Mas sinceramente está longe de ser ruim assim; a mídia juntamente das pessoas gostam de falar mal por ser um material da Fox, isso fica mais notório quando você compara este filme com Capitã Marvel, sendo que claramente, Fenix Negra é superior e foi MUITO mais julgado.

A empresa é conhecida por dar liberdade aos seus artistas e foi por esse motivo que Bryan Singer revolucionou este subgênero. Desta forma, é triste ver um encerramento assim, vindo de uma empresa que sempre optou por coisas diferentes, adultas e criativas, gerando 2 de um dos melhores filmes neste meio; Logan & X-Men: Primeira Classe.

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Cinéfilo e fã do Homem-Aranha.

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